quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O vinho era argentino

Mendoza.....Mendonça....Maria Luisa....Buba.
Me informaram que o FINCA LA LINDA, vinho que eu tomei (regurgitei) é argentino, e não chileno, como eu falei.

Ok, FINCA LA ERRATA.

Mas, insisto esse Finca La Linda de Mendoza é um vinho hermafrodita.

Vinho Buba, pede PICA - Pica a mula daqui !

Zzzzzzzzzzz

Fui na casa dos meu pai a procura do DEF.
Dicionário de Especialidades Farmacêuticas.
Atrás de alguma droga para me curar de......Narcolepsia de Gente !
Será que cetaconazol serve ?
Vou caçar o diploma do meu pai.

Ai, que sono de pessoas.....

domingo, 11 de novembro de 2007

Mario Quintana me ligou

O Mario Quintana, gaiato, me ligou e disse: "A hortênsia é uma couve-flor pintada de azul".

Ele, certamente, bebeu o rosé FINCA LA LINDA.

Porque não acredito que ele tenha me ligado só para falar mal da Hortênsia, do basquete, ex-do Zé Vitor Oliva.

Pasmem.

Enólogos vão para casa da noca.....

Tem uma safra nem tão nova de vinhos, os chamados supertoscanos....ruim para cacete.
Gostei de um vinho pouco frutado e rosé. Chileno.
Aliás, além das maçãs chilenas o que tem de bom no Chile, além de vinho ?
Bem, analisei profundamente o FINCA LA LINDA.
3 garrafas depois, concluí que é um vinho que te seduz, te conquista aos poucos, em três etapas:

FINCA LA LINDA
FINCA LA TORTA
FINCA LA MORTA

Não sei se tem graça, mas, vai você beber essa porra....e vê se você consegue ser engraçadinho....tudo roda.

Taí, nunca mais vinho aqui.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

www.dalainalama.com

O Advento da internet nos pegou de surpresa. A minha geração não foi preparada para estar exposta a essa gama de informações. Somos vazios, somos generalistas. Mas, não nos percebemos assim. O mundo mudou de velocidade e antes, estávamos acostumados e forçados a virar expert em algo.
Em conquistar de mulheres e figurinhas de álbum, em matemática, em literatura, em drogadicção, em burrice, em meiguice e redação de diários, em ser esposa, em ser rico e classe média.
Aí, chegou o Orktut. Danou-se. Espertinhos, aproveitamos a internet e a tal gama de informações que ela abriga para ao invés de sermos experts, setoristas, viramos um tudo.
Dalai Lama previu.
E nesse lócus com disfarce de site de relacionamento (?) colocamos nossos bichos para fora. Grrrrrrrrrrrrrr !
Dalai Lama vem observando os tempos atuais com a voracidade de quem entende que o mundo está louco. Ele não pode descer do mundo. Nem nós.
Então, ele me ligou hoje no meu novíssimo I-Phone passando uma cartilha do comportamento web, focado no orkut – um estudo de caso, de efeito dominó do absurdo, querendo assim evitar que nos afastemos da mediocridade que é pertinente a geração do blefe. A nossa, claro.
Com vocês, as palavras de um lhama. Meeeééééeee......
Dados seguros do orkut.
No que quesito "Orientação sexual", quem se define como hetero ou bissexual é porque é recém-viadou ou é recém sapatão, vulgo girino. Desconfiança é o melhor dos mantras.
Quando se fala em "Escolaridade". O Uso da sua lábia evasiva aplica-se ao conceito de superior incompleto, com meio diploma você vai longe. Muito sucesso em seu novo empreendimento incompleto são os sinceros votos do novo ensino médio completo. Amém.
Lama clama pelos que tentam informar a terceiros sobre seus hábitos de leitura. O poema de Drummond “"Scrap lido, Scrap respondido e apagado" deu origem a música de Bethânia –“ Aqui é o fim do mundo”. Não cometa plágio, os moradores de Aracaju agradecem. “Aracaju é que é o fim do mundo”, vaticinava Bethânia.
Não ter qualquer recado na página não te faz um infeliz e se você apagou, é indicativo de que não sofre do aleijo da talidomida e não revelará seu analfabetismo funcional. Shalom.
O Grande observa o duelo existencialista, a fuga de respostas mundanas como “Quem sou". O Ecad cobra por citação de letras de música. Até mesmo se for Carapicho.
Poesias são de ordem da Biblioteca Nacional. Não ?
Salmos encontram fundamento nos sapatos prada do Papa Hype.
Rezas e afins estão nos búzios contratados de Licia Fábio para fazer da Bahia algo atraente, fruto, diria, de pura feitiço. Além disso, não cabe a você faze uso de escritos para se definir. Use de linguagem corporal (muda). Ommmmmmmmmmm
Lama verifica que quando se fala de “COZINHA” , parte da casa onde vem sua mãe ou do cômodo que inexiste no seu conjugado de copa ore para passar batido. “Cozinha" é algo totalmente dispensável, principalmente se você for gordo. Ninguém é gordo solto. Bandido bom é bandido morto. Gordo bom é....
Dalai, observando sobre a insustentável leveza do ser - "Cinco coisas sem as quais não consigo viver", o intento é não confundir com as setes maravilhas do mundo, nem as novas nem as antigas. Um pouco de senso nunca fez mal à ninguém. Água de côco e cartão de crédito não são respostas. CristimaRÁ !
Quando o coração clama por “Paixões”, não indique voley. Não indique sua esposa, nem esposo, nem seus filhos. Famílias saudáveis se odeiam no mundo contemporâneo. É in.È CABALA....
No mote de "Animais de estimação", não se deve apegar. Ninguém adora animais de estimação. Goste, mas mate se preciso. Pnse que um bom casaco de pele e lãs são importantes para corações frios como o seu. Oxalá !
Dalai Lama tem discípulos e, no estilo Dalai fez pose Vogue. Ser "Elegante na moda" ou "Usar roupas de estilistas famosos" é definição de estilo só no Cemitério do Caju ou adjacências. Em Vila Mascote ou próximo ao lago da Pampulha também. Anariê.
No que se refere a "Idiomas". Torre de Babel se instala.
Se você é brasileiro ou enuco, lembre-se: Você não fala espanhol, não adianta!
Práticas esportivas datam das épocas gregas, mas Dalai não poderia se esquecer dos novos esportes criados, dedicadamente para o orkut.
Já no próximo pan-americano, veremos as seguintes modalidades: "aula da mônica", "45 minutos de transport", "malhar glúteo", "futebol no playstation", "às vezes" e "caminhada". Quem será o vencedor da medalha de ouro ? Dalai abriu banca de apostas.
Dalai por fim, se entristece com as "música" tudo, pedindo para uma melhor avaliação do que é "pagode” do que é “ axé".
No índice de “Filmes”, não se pode considerar que toda mulher é puta.
"Pretty woman" é uma obra que tem que ser vista pelo prisma contrário. Tipo, quem tem boca vai a roma, quem tem b....vai a Los Angeles.
Por fim, Dalai Lama nos indica que a adoração iconoclasta deve ser evitada. Não acredite em imagens. Sede é tudo.
Mantenha suas fotos à uma distância segura.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Nota da Redação - Evitando o surto surpresa

Eu grito. Grito, grito, grito.
Vim de uma familia de gritões. Pai grita, avó gritava, irmãos gritam.
Mãe, talvez não.
Geralmente, gritos são associados a total falta de razão. Dizer que se grita por seus direitos é balela. Caras pintadas, Adeus !
Quando se está certo, se fala baixo, de forma quase sorrateira, visto que é muito difícil que alguém te escute.
Estamos todos na Bolha do Volpone e o Ney, gran Latorraca, esperto que só, já saiu de lá e hoje, caminha na Lagoa, diariamente.
Aqui onde eu morro, em Iguaba Pequena, abriram uma boite perto do Porto.
Galpão de Senegal é o nome nos letreiros. Supra sumo da noite, horsconcours da mídia, projeto pioneiro com iluminação maravilhosa, a Galpão recebe os formadores de opinião, Djs da Moda, Gays, Artistas, Blogueiros e Imprensa local.
Tudo ali, muito centrado, muito endotérmico.
Falando em "térmico", lá no Galpão ferve. Ferve mesmo.
Filial de um inferno particular, lá já foi bem mais divertido. Antes, um frio glacial. Chic. Hype, essas coisas.
As pessoas iam montadas no look, animadas, alegres.
Tinha uma cercado no mezzanino que era conhecido como área vip.
Agora, lá, só resta a vaquejada, o boi bumbá.
Tinha pulseira identificando os famosos, os que podem pagar, as fervidas, os amigos. Ah, os amigos.
Sem eles era dificil ir ao Galpão de Senegal e agora, com eles, mesmo ao som de Dione Warick cantando que "thats what friends are for" está cada vez mais confuso.
Uma amiga querida, produtora, foi ao Galpão de Senegal outro dia.
E, acusada de ter forjado o não-consumo de uma água, ficou retida na recepção. Brigou, gritou, gritou, gritou.
Ela, como sofre da síndrome de Marie Papier com sua enorme coleção de borrachas cheirosas foi prontamente identificada por um equipe treinadíssima.
Uma poliça "gaysptapo", de vermelho que foi categórica: "Você apagou essa água de 4 reais da sua cartela".
Ela, eis que pára, constrangida, tentou argumentar e sacou da bolsa receitas, tarjas pretas, recibos de cartão, seu curriculum...Mas, nada foi suficiente.
Foi aí, que o seu amigo negro e bem sucedido, casado e com familia estável e endereço certo, pagou a água em seu nome.
Ele, entre os poucos de cor esclarecidos no país, sabe que os sofredores da Sìndrome de Marie Papier sacam de suas bolsas de grife tubos de liquid paper (às vezes, de toque mágico) para apagar consumos irrisórios somente em nome da certificação social do poder.
Já eu, de longe, vendo aquilo tudo, pensei: Será que o calor ameno que faz no dance floor da Galpão de Senegal deixe confusos a todos, além de incitar a manifestação da Síndrome de Marie Papier ?
Ar-condicionado rarefeito, som ensurdecedor de DJ incesada, tranca-rua das carrapetas.....Pessoas com a Síndrome de Marie Papier não podem ficar por aí se expondo.
Muito mais expostos estão os funcionários, gaystapo treinada por agentes com fumaça na cuca vindos da grande metrópole. A Berlin brasileira.
Os cariocas tem que ser treinados. E os sofredores da Sindrome de Marie Papier precisam ser eliminados.
Com calor, mau serviço, eles sairão por aí apagando registros do que é bom; do bom serviço, das boas maneias, das brigas de putas de cabelos canecalon e com isso, deixam o legado da Galpão de Senegal abalado.
Carioca, acostumados com o péssimo tratar não entendem o conceito da Galpão de Senegal, seu bar cheio de Absolut, nem seu bartenders tatuados.
Na Galpão de Senegal, a água é de graça - cai dos tetos, cai das paredes, cai das pessoas, por que então que a pobre produtora apagaria um registro em sua cartela ?
Por 4 reiais, não, jamais.
Isso é doença, está nos livros. Chama-se Sindrome de Marie Papier. Quem não teve coleção de borrachas cheirosas, nem liguid paper ou dry quick ?
Que por fim, cheire, quer dizer, jogue a primeira pedra. Antes que mele.
Tudo ali, ao alcance, no Galpão de Senegal, a boite do momento, no coração de Iguabinha.
Mas, é no Galpão de Senegal que sabemos das notícias da Corte. Lá, fica o registro daqueles que foram para Paris com escala no nordeste, rota nova learjet. Lá, vemos que a agiotagem enlouquece. Que há perfumes ruins até mesmo em grandes vidros. Que agentes (só os sanitários ou os de turismo) é desenvolvem raiva solta sem contato com a dengue ou animais. Que o tráfico de influência é confundido com influenza, gripe que acomete até vitaminados.....lhes deixando desprovidos de je ne sais quois.....enfim, tudo que você não pode viver sem.
Galpão de Senegal, o novo point sem luz. Não saia por aí gritando.

sábado, 3 de novembro de 2007

Revisor

Como isso aqui não é veículo de imprensa e eu escrevo rápido para cacete.....e fugi do curso da datilógrafa manca, se tiver erro de português aqui, SEJE de semântica, concordância, esperância....liga não, eu vou revisar.....um dia.

Agora não.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

HOMOFOBICHAS

http://www.youtube.com/watch?v=TvC6VS4Np4U

Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola....

Dia de finados. Ouvi dizer que dia de finados nunca faz sol.
Não sei se é verdade.
Pensei em morte, pensei em assassinato.
Ontem, eu descobri que tenho ódio de uma classe dominante. Taxista.
Uma amiga minha que diz que sou louco, por que me recuso a pegar taxi pequeno.
Descarto UNO, Chevette, Corsa, Patinette, Gol.....Não pego mesmo.
O finado Dias Gomes morreu numa bandalha de UNO. A jovem dona do Starbucks, morta, colidiu de frente dentro de um UNO.
Pela lógica mais teórica, UNO = Taxi Pequeno = Morte. Pronto, está firmado. E....
Taxista não entende que é um prestador de serviço. E eu, não entendo o que ele não entende.
Só sei que ele não é motorista particular, nem mesmo choffeur de madame. Me dei mal.
Então, não dá para querer exigir que o cara ande na linha. Na minha linha.
Proponho assim, regras bilaterais básicas para andar em táxi sem querer matar o português taxista ao volante:

-Dito o destino. Não fale comigo, não falo contigo. Se está estampado na minha cara que vivo em mazela, não se solidarize. Não me importo com sua existência.
-Todo carro deve ter ar-condicionado. Ligado no máximo, sempre. Não me venha com brisa. Quem gosta de sauna é.....
-Não ouse colocar na JB FM, não finja que gosta da Rádio MEC. Táxi e música não combinam, nem clássica, nem Carrapixo. Aonde você (taxista) pode ter se apaixonado por Chopin ?
-Evite sua morte. Não fale no celular. Taxista, nem com sua filha, nem com sua mãe. Aproveite o momento. Escute a conversa do passageiro. Quem sabe algo de mais interessante que semáforos e curvas povoarão sua vida. Passageiro, tenha celular e muito assunto.
-Não ofereça o Jornal Ùltima Hora, o EXTRA. Quem tem dinheiro para pegar táxi ou é analfabeto funcional, aliendado, babá de madame ou está se lixando para as notícias que ali estão. Que dirá, em jornal popular.
-Não fale do tempo. Da chuva, do sol, da neve. Não fale de você. Se isso acontecer, senhor passageiro, saque um livro, a gazeta mercantil, palavra cruzada, sudoko.
Não esboce reação, finja-se se de mudo, grogue, ou faça mímica de que extraiu um ciso. Um IPOD serve também.
-Tenha troco e evite um soco no olho. Não há nada mais irritante do que ser perguntado "tem menor não ?. Não tenha troco. Não é sua obrigação. Guarde sempre consigo a oportunidade de matar alguém pelo motivo mais banal. Pode ser que assim, você ganhe as manchetes. Da Folha, de O GLOBO, do Estadão, coisa fina.
-Utilize táxi de cooperativa. Nelas, você pode humilhar o cara, deixá-lo esperando e traçar um perfil ao solicitar a viatura. Táxi novo em folha, motorista silencioso e analisado, ar-condicionado glacial, velocidade controlada, rádio desligado, sem perfume gleide sachê.....
-Saiba o seu destino. Saiba o seu destino. Não conte com o pensamento cartesiano de um taxista, nem no uso de mapas, nem no campo mediúnico. Se perdido, salte do carro onde quer que esteja, ou jogue o cara para fora do carro e assuma a direção. Mesmo se não souber dirigir. Chegará ao seu destino mais rápido.

.........

Por fim, vi outro dia uma campanha mega estúpida: "Se beber, vá de táxi".
Palhaçada.
Um frasista me guia: "Eu bebo para tornar as pessoas mais interessantes."
Infelizmente, o nível etílico, ainda, não as fez eficientes.