quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Se fingindo de moderno ou saudade do meu pogo-ball

Só rindo.
Fiz tratado com a modernidade, mas, há coisas que eu não me convenço.
Tipo, celular com mil funções e touch screen, ipod, camera digital, essas coisas de japonês.
Entendo a tecnologia, me interessei por computador e internet bem no começo. Antes mesmo dos meus irmão.
E deve ser por isso que eu ainda tenho o meu primeiro email, da DOMAIN. Além de ter UOL, BOL, TERRA, GMAIL mais recentecemente, como forma de ter acesso a tudo que é informação na web.
Eu demoro a digerir algumas coisas, e talvez, por isso não tenha camera da SONY, nem MP4.
Minha geração é a da rapidez de informação, o real time, mas ainda não tínhamos sido treinados para absorver tudo isso.
Em uma análise rasa, rasa, eu diria que minha turma virou um fenômeno do seu próprio meio. A necessidade de saber de tudo um pouco tornou as pessoas mais rasas em contraponto com o maior acesso de informações que se tem. Somente os hiperativos conseguem saber de tudo, sempre. Ou a meninada de 15-20, que deve ter tido o DNA modificado desde os espermas de seus pais estressados e dos úteros da mulheres em busca de vetor.
Para não me perder como uma pop-up de site que vai abrindo abrindo, o que eu queria registrar é que meu casamento com a internet veio de uma relação de tutela, de concentração. Sentado por horas a frente do micro, diariamente, eu consigo um pouco mais de foco na minha vida.
Para um cara que pensa em mil coisas ao mesmo tempo, em mil fatos recentes e outros passados e fantasmagóricos, é um alento.
Lembrei outro dia do meu primeiro dia na alfebetização. No CA, eu lembro do barulho que o chão de tabuas corridas do Instituto Santo André fazia. E o quanto eu amava aprender coisas sobre o barulho torrencial de algumas chuvas. Como as do dia de hoje.
Eu amo a chuva. Odeio o guarda-chuva. Odeio os guarda-chuvas. Os manda-chuvas.

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