Leio Obituário. Sempre. Hoje, morreu uma amiga minha, Elisabete Hart.
Leio tanto e em qualquer condições metabólicas.
Um dia chegando do finado Hippopotamus, (expulso de lá) por um massa bolorenta e deliciosa servida às 5 da matina, cheguei em casa e, me encontrei MORTO.
Sim, eu já morri. Abri o jornal. O Globo publicou.
Aqui jaz, Vitor Brasil. Familiares consternados.
Eis que o telefone da casa dos meus pais toca.
Do outro lado, Mariana Horta, promoter da extinta casa do Ricardo Amaral, minha querida amiga.
-Vitor, você está bem ?
-Não, não estou.
-Você morreu....sabia ?
-Sei, sim.
-De que foi ?
-De falta de vergonha na cara. Só pode ser.
-Por que ? Não foi acidente ?
-Não.Estou inteiro.
-Certeza ?
-Sim. (pausa)
-Então.....
-Foi de cirrose. Por que só uma pessoa neste estado chega em casa às 5 da manhã,zêbado e não tem condições de avisar aos seus familiares que morreu.
-Mas que morre não avisa, avisa ?
-Não. Quem morre, morre. Eu já morri pelo visto.
-Fez seu último desejo ?
-......
-E ?
-Que a Elisabete Hart narre o Oscar no lugar no Rubens Ewald Filho.
Elisabete não traduziria isso. E diria "Isso é somente mais uma piada americana"
terça-feira, 30 de outubro de 2007
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