(Respondendo a mim mesmo)
Fui assistir a um filme que parecia cinema argentino outro dia.
Acho que era de um diretor argentino. Não sei disso.
Na pré-estréia, o diretor emocionado disse que tinha feito aquele filme para a mulher que mais amou na vida – sua mãe.
2 horas e 7 rolos de filme depois, os arquétipos femininos que o diretor apresentou ali, se distanciavam bastante das mulheres que eu conheço. As mulheres de hoje.
Na telona, as neuroses de mulheres mal amadas, das rejeitadas, das gostosas ocas, das vazias talentosas e controladoras.
E também a daquela que deprecia seu sexo para trepar como homem.
Não reconheci ali a minha mãe e, confesso que diante daquele filme belissimamente realizado não reconheci qual delas poderia ser mãe do diretor. La puta madre.
Que pena fiquei dele.
Não sou feminista, nem saberia sê-lo. Mas reconheço um cenário que deprecia a mulher.
Esse é o nosso mundo.
Me lembrei da conversa que tive com uma amiga linda de São Paulo.
Poderosa, ela detém em suas mãos grandes homens - e muitos deles dependem de seu talento e de seus serviços.
Antes que digam que ela é cortesã (ai que termo machadiano, risos), ela é do ramo da Comunicação.
Entre uma caipirinha e outra, ela se lamentava - de forma muito discreta - do relacionamento que não havia dado certo.
Que o cara era um bosta, que não entendia como não tinha dado certo e que quando se deu por si, estava vendida dentro do relacionamento que ela própria criou. A partir de uma relação de poder - onde ela estava no poder, no comando.
Foi no supermercado e comprou uma mostarda amarela e oleosa quando está acostumado com mustard dijon em grãos.
Bebeu cerveja com o cara quando só gosta de tinto.
Foi a raves quando gosta de música eletrônica, ouvida somente do seu Ipod.
Volto a Cristina para dizer que as mulheres ficaram um tempão para conquistar seu lugar ao sol, serem reconhecidas.
Serem vistas como os machos. Conseguiram graças a elas mesmas.
Com isso, se vetorizaram, estabeleceram metas.
Colocaram a maternidade de lado, o casamento como instituição, a necessidade de ser feminina em sua essência. Tudo de lado. (sic)
E nada disso tem a ver com orientação sexual.
Agora, mais próximas aos homens, elas perceberam o inevitável – que nós homens não as entendemos, que somos como uma pungente flecha.
Que só sabemos que temos que seguir, prover, ser.
Que não elaboramos, que não somos PLURI e sim, UNO.
Mulheres......você estão em maus lençóis.
domingo, 28 de outubro de 2007
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2 comentários:
"Vetorizaram"??? Ah, por favor. Menos...
Para com essa conversa chata. A gente quer vc falando bobagem.
E explica isso de alguém se "vetorizar". É algo tipo " Comi muita feijoada e me vetorizei todo."?
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