quarta-feira, 31 de outubro de 2007

VOX POPULI é.....

FABIANO CID diz sobre esse blog fajuto que só:

"Como para os amigos? Esse blog está aqui há não sei quantos dias e só hoje à tarde, meio de repente, numa janela de MSN é que fui saber. E muito depois do Ronald e de todos os seus leitores! Duas duas uma: ou caí do topo dessa lista ou o Ronald andou aprendendo macumba com Krishna. Marcelo vai se revirar na tumbalaca... Como é mesmo? Deixa pra lá; é tarde e estou sem coordenação motora. Parabéns, amigo! Tremi. ;)
Libera a macacada aí, bi! Assim ninguém comenta."

Arrasou mesmo, parabéns!

Si djoga,

Fab"

Mário, que mário ?

"...Uma vida apenas não precisa ser vivida, precisa também ser sonhada..."
Mário Quintana

Esse cabra só podia ser viciado em DORMONID. Dopado, até eu, Jose.

Andarilho ou Andarilo (Cap 2)

Cap 2

Eu amo ir ao cinema só. E já passei daquela fase em que gostaria de entrar na sessão quando já começado o filme para que ninguém visse que existia um pobre morador do Humaitá sozinho ali. Não. Cinema é programa para ir sozinho. Confia em mim.

Nada pior do que dividir a pipoca, tentar achar lugar junto, ter que explicar cenas, dividir mentex. E nada, nada pior do que ter que gerenciar uma outra pessoa além de você mesmo em uma sala onde pouco se enxerga e tem outros sociopatas como você por perto. Entrei na sala bem antes, passei algumas mensagens de texto e sentei na segunda cadeira de uma das pontas de uma fileira ótima, escolhida a dedo e acreditei que não seria incomodado. Balela. A sala foi enchendo, foi enchendo. E aí, minha sociopatia foi crescendo como o leão da Metro-Goldyn-Meyer. Eu menti para dois homossexuais (termo correto) que chegaram com blusinhas babe-look (quem usa isso ainda?) e disse que os lugares estavam ocupados.

Para uma senhora de muletas e pé quebrado (nada demais, nenhum alejo) que veio com seu marido de camisa pólo (pé quebrado no cinema?? Molho nela, Seu José !), para duas amigas de óculos fundo de garrafa(com essa deficiência visual, elas não iam enxergar nada ao meu lado mesmo, e corria o risco de me perguntar, se era ou não era a fulana daquele seriado da tv que estava seduzindo o protagonista). Quando uma gordinha simpática veio na minha direção, eu saquei e celular e forjei uma ligação.

Não seria a primeira, nem a última: Mãe, tudo bom ? Você já vai sair daí ? Achei que você ia ter alta por agora (!!!) senão eu ia te ver....(quem interromperia um filho preocupado e culpado com o mãe. Eu tenho um nariz enorme, meio árabe, passei por um judeu ligando para a mamãe Rachel).

Ufa, escapei. Por fim, apagou-se as luzes. Oba ! Daqui a pouco, chega um jovem simpático e uma senhora fofa. Eu pensei, FDP...devem ser moradores do...Flamengo ou Laranjeiras. Gente, vão ao Cine São Luiz !!

Ele fez a pergunta clássica de seus predecessores: Oi, está ocupado ? Eu disse: Está. A senhorinha fofa insistiu: Tem gente aí, meu querido ? Eu disse: Tem. Ela disse, agora se referindo ao simpático: Filhote, vamos ter que sentar separados, mamãe vai ficar aqui em cima tá ? Aí, caí em mim. Q

Que tipo de canalha separaria uma mãe e o filho em um filme, qualquer filme?

E logo o filme que todos deveriam ver para não serem excluídos de conversas tolas com interlocutores bobocas ? O carinha simpático sentou ao meu lado.
Cheio de culpa e envergonhado pela minha ganância em assistir um filme na calma sessão da 17:30 de Sábado, onde já tinha crianças gritando - gente, que tipo de pais não são mais sócios do Piraquê , do Caiçaras ?

Enfim, me virei para trás e vi a senhorinha sacar um óculos todo em de bolinhas petit-pois com astes azul-marinho da Max Mara, respirei e disse rapidamente para o cara: Vou dar um telefonema, se minha companhia não vier, você sentam juntos, ok ? O simpático sorriu. Forjei um novo telefonema que de tão patético vou reproduzir.

Ensino: Para forjar telefonemas, sempre coloque o aparelho no modo silencioso, pois um falsário não pode correr o risco de que ele toque enquanto você está falando....sorria e gesticule...para dar veracidade.
Alô ? Oi amore, cadê você ? Está chegando ?....hummmm sei hummm sei....Mas, a sessão já vai começar e há pessoas querendo lugar (momento de responsabilidade cívica).....blá blá blá......desligo.

Me virei para o rapazinho e disse: Vocês vão poder se sentar juntos! Ele ficou feliz e, eis que a senhorinha veio. Eles se acomodaram e sorriram (Que ódio !!). Ele disse: Levou bolo, foi ? Poxa meu caro, que chaaaaaaato. E lá veio ela e disse: um rapaz bonito como você, não deve estar nem aí para isso. E ele rebateu: Bem, sua infelicidade, fez a nossa felicidade, quer pipoca ? Tem mentex também. Ih mamãe, acho que está na sua bolsa....(???) Quase morri.

Passei os cerca de 100 minutos de filme como se fossem os mais longos da minha vida, sem me expressar muito. Afinal, ao invés de ir ao cinema sozinho, como gosto e me acostumei, tinha uma dupla ao meu lado. Amigos de infância.

Antes dos créditos subirem, com medo de vir a ser convidado para um café, corri.

Saí de lá, liguei para minha mãe, que estava bem longe de qualquer hospital (sem que a gordinha para quem menti no início da sessão visse, claro). Minha mãe estava celebrando ter ganho ingresssos para o Cirque de Soleil. Que saco !! Eu disse: Mãe, na semana que vem, vamos ao cinema juntos ? Ela disse: Não sei não, ir ao cinema com você é meio chato, não dá para conversar, você briga(!!). Eu insisti.

Ela aceitou. Combinamos. Vou tentar ir ao cinema acompanhado mais vezes.
Vou começar treinando minha mãe. Com jeitinho, ela aprende a ficar quieta e que cada um tem que ter seu saco de pipoca. Ah, sobre o filme....Bem honesto. Vale o ticket.

Agora, posso voltar tranqüilo a conversar nas rodas mais desinteressantes da cidade.

Andarilo ou Andarilho (cap 1)

Cap 1

Adoro cinema. Vejo cinema. Mas, não há nada que me irrite mais que essas conversas do dia a dia em que o interlocutor comenta um filme que acabou de entrar no circuito.....para localizar um pensamento dentro de uma conversa banal...e antes que você responda, já faz aquela cara de desprezo e diz: Você não viu ainda ??.
Tem filmes que eu não vejo, só de implicância. Não vejo mesmo, ou vejo, bem depois.

Essas provocações intelectuais da classe média são de motivo risível. Mas, como eu cabulei minha análise e devia estar com minha auto-estima em baixa, aceitei a provocação do interlocutor boboca e foi ver um tal filme.
O filme, não interessa.
É sobre minha ida ao cinema que quero falar. Estou andarilho lembro ? Andarilo ? Sei lá.

Saí da minha casa e fui caminhando para o Arteplex da Praia de Botafogo, no bairro de mesmo nome e que é cheio de bizarrices. Metido a besta mesmo, onde ao mesmo tempo todo mundo se conhece e se segrega. Antes de Botafogo e junto a ele, ou no meio dele, há um bairro com 4 bairros dentro. Um pedaço da Fonte da Saudade, Humaitá, Largo do Leões e uma tirinha de Botafogo. Eu venho daí. O povo do Largo dos Leões não aceita ser confundido com o do Humaitá que por sua vez não aceita o fato de sua rua principal, a Rua Humaitá, desembocar na Voluntários da Pátria, rua que separa o Morro Santa Marta do nosso mundo. Parece loucura ? È mesmo.

Quantos filmes vou ter que ver para me achar inteligente ?

Manchetes do Dia

Ele tinha tudo. Menos limite.........típico jovem da classe média, vivia intensamente sua juventude. Inteligente e simpático, era adorado pelos pais e popular entre os amigos. Com espírito aventureiro e boêmio, megulhou em todas as loucuras permitidas. E também nas não permitidas............se tornou o rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela polícia, preso, seu nome chegou às capas dos jornais. Em vez de festas, agora, freqüenta o banco dos réus.......quebrando sonhos.
A vida é baseada em uma história real. Quase sempre.
Estrelada por escolhas e limites. Quase sempre.

PANGéia - Revivendo

Me peguei com uma declaração do Lula que não sai da minha cuca.
Durante o PARAPAN, ele disse: "O preconceito é uma das doenças mais nojentas....."
Mesmo sendolamentável que o nosso presidente só consiga se solidarizar com o tema do preconceito no meio de portadores de deficiência física - e parecendo deboche e demagogia - aqueles aos quais ele se dirigia usam seus alejos como mote e modelos de superação.
Enquanto ele, um alejado funcional, segue, um sem dedo para a política e para os assuntos nacionais.
Eu tenho preconceito. Sou doente, sou nojento. Tenho a maior zica do Lula.

Fazendo uma linha matutina

Bertolineze-se
Panôs e circenses, cores, brilhos, fluidez
Impacto estético, natureza fulgaz
Etnia, itinerância, matiz
ESPLENDORIZE-SE, assuste, encante, provoque !!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Promoter

Ai que sono de promoter.
Zzzzzzzzzzzzzzzzz
Numa roda de amigos bacanas alguém decretou:
"A única promoter que existe é a Alicinha Cavalcanti."
Estou inclinado.
De resto, só sobraria as domésticas do mailing, a Guerra de Excel e o Cola Envelope.
Vou comer Negresco e ver se animo a "escorrer" sobre o assunto.

Elisabete Hart morreu, mas, quem ainda não ?

Leio Obituário. Sempre. Hoje, morreu uma amiga minha, Elisabete Hart.
Leio tanto e em qualquer condições metabólicas.
Um dia chegando do finado Hippopotamus, (expulso de lá) por um massa bolorenta e deliciosa servida às 5 da matina, cheguei em casa e, me encontrei MORTO.
Sim, eu já morri. Abri o jornal. O Globo publicou.
Aqui jaz, Vitor Brasil. Familiares consternados.
Eis que o telefone da casa dos meus pais toca.
Do outro lado, Mariana Horta, promoter da extinta casa do Ricardo Amaral, minha querida amiga.

-Vitor, você está bem ?
-Não, não estou.
-Você morreu....sabia ?
-Sei, sim.
-De que foi ?
-De falta de vergonha na cara. Só pode ser.
-Por que ? Não foi acidente ?
-Não.Estou inteiro.
-Certeza ?
-Sim. (pausa)
-Então.....
-Foi de cirrose. Por que só uma pessoa neste estado chega em casa às 5 da manhã,zêbado e não tem condições de avisar aos seus familiares que morreu.
-Mas que morre não avisa, avisa ?
-Não. Quem morre, morre. Eu já morri pelo visto.
-Fez seu último desejo ?
-......
-E ?
-Que a Elisabete Hart narre o Oscar no lugar no Rubens Ewald Filho.

Elisabete não traduziria isso. E diria "Isso é somente mais uma piada americana"

Aqui Jaz Elisabete Hart

...................Já falo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mexeram com o Santo de Cabeça da Donatella Versace

Que uruca baixaram no Santo de Cabeça da Suzana Vieira ?
Isso só pode ser coisa da Rudy.
Eu adoro a Suzana mas, ela está vivendo uma maré ruim.
Primeiro, inventam de colocá-la no ar à la Donatella.
Como se um santo baixasse nela. Não pode gente.
Só aí, já se viu que é trabalho. Feito. As padilhas não se bicam.
Dito e feito. Ela está uma versão canecalon do Carapicho remixado por Dj Amândio e Fine Young Canibals.
Fiquei sabendo que o marido foi socorrer o cachorro da família que, atropelado, mordeu e lhe arrancou parte do dedo.
Só pode ser manifestação de santo.
De espiritismo, estou fora, mas posso fazer uma comparação.
Baixar santo é como ter provedor ruim. Um download que nunca completa.
Donatella, que tem amigos no Brasil e na Cow Parade decidiu: Até a Suzana cortar o cabelo......já viu né.

Cow é ?

Há 40 dias estou sem carro.
Bati numa caçamba de lixo. Acho.
Voltando da Barra hoje, naquele ônibus - que insistem em chamar de metrô na superfície - chego na zona sul.
Cacete. Que bosta é morar aqui.
Recebi uma charge em que botavam tijolos no Rebouças e proibiam que os suburbanos entrassem na Zona Sul.
Cacete. Que bosta é gente engraçadinha.
Eu tive que "soltar" no meio da Jardim Botânico e vir caminhando - por que mesmo com o ar condicionado geladinho - eu tenho mais o que fazer que ficar com um monte de senhorinha vendedora de avon no tal metrô de superficie. Que bosta é usar avon.
Eu disse "O motorista abre aqui". Ele me olhou "Responsa ?" Eu fiz que sim. A trocadora imendou "Cuidado ném"
Comecei a andar por ali, rumo ao Humaita. Me lembrei que na época do RioCidade, 15 anos atrás, eu fazia muito isso. Tudo parado. Tudo.
Vinha da Gávea ao Humaitá a pé. Estava estudando.
Que bosta é viver na mesma cidade de 15 anos atrás.
Depois, nos primeiros anos da faculdade, caminhava a Voluntários toda até o metrô pela mesma razão. Tenho sapituca de trânsito. Que bosta é ter DDA.
Segui andarilho e me deparei com a Cow Parade. Qualquer nota ver essas vaquinhas por aí. Cow é ? Pensei.
Essas vacas são na verdade um deboche, ninguém entendeu.
Francamente, o Rio de Janeiro parado e essas vacas ficam olhando pra cara da gente, vestida de maiô, de kiwi, de vigilante, de pedalinho. Cow é ?
Fiquei louco da vida e decreto: a culpa do trânsito do rio não tem nada a ver com o Rebouças. É culpa da Cow Parade. Cow é ?
Essas vaquinhas filhasdaputinhas estão ali para lembrar que o Rio é lindo mas não se basta assim. E nós, moradores da zona sul gostamos de vaca, por que vaca que se preze como grama, rumina e vive pastando, vida manda toda vida. M
as, também está sempre próximo da merda, da bosta e nem liga. Cow é ?
Os suburbanos que me recebam de braços abertos que eu vou é para Sulacap.
Por que lá que lá quando alguém vê uma merda sem graça acontecendo, mando logo um Cow é ? E nêgo já se apruma.
Por que se o Rio de Janeiro fosse tocado por um suburbano a coisa estaria no prumo. Ia ser fogo.
"Abre o Rebouças, se cair terra caiu".
"E vamos depredar essas vaquinhas".
Cow é ?

domingo, 28 de outubro de 2007

Testando o formato....

Visitas ilustres no meu blog....Uma primeira avaliação.
Tremi.Estava na praia pegando sol e não sabia que ia estragar o dia de uma criatura por não ter alcançado as expectivas de Circo Patropi.
Adoro.
Estou testando o formato, vendo o que é pertinente e o que é engraçado - e aí, me lembrei, vou ter que lidar com quem não gostar do blog.
Com vocês, Anônimo. Ronald, a culpa é sua.

"Anônimo disse...
bom, esse é o último comentário, mesmo porque não volto a este blog.
...............
E eu que acreditei no Villard lá do Globo que disse que você era engraçadíssimo, metralhadora e tal... "metralhadora?"
ah, por favor...
se cuida.
P.S. sei que você não vai publicar nenhum dos meus comentários, escrevi pra você mesmo...
"

Ave Travestina

(Respondendo a mim mesmo)

Fui assistir a um filme que parecia cinema argentino outro dia.
Acho que era de um diretor argentino. Não sei disso.
Na pré-estréia, o diretor emocionado disse que tinha feito aquele filme para a mulher que mais amou na vida – sua mãe.
2 horas e 7 rolos de filme depois, os arquétipos femininos que o diretor apresentou ali, se distanciavam bastante das mulheres que eu conheço. As mulheres de hoje.
Na telona, as neuroses de mulheres mal amadas, das rejeitadas, das gostosas ocas, das vazias talentosas e controladoras.
E também a daquela que deprecia seu sexo para trepar como homem.
Não reconheci ali a minha mãe e, confesso que diante daquele filme belissimamente realizado não reconheci qual delas poderia ser mãe do diretor. La puta madre.
Que pena fiquei dele.
Não sou feminista, nem saberia sê-lo. Mas reconheço um cenário que deprecia a mulher.
Esse é o nosso mundo.
Me lembrei da conversa que tive com uma amiga linda de São Paulo.
Poderosa, ela detém em suas mãos grandes homens - e muitos deles dependem de seu talento e de seus serviços.
Antes que digam que ela é cortesã (ai que termo machadiano, risos), ela é do ramo da Comunicação.
Entre uma caipirinha e outra, ela se lamentava - de forma muito discreta - do relacionamento que não havia dado certo.
Que o cara era um bosta, que não entendia como não tinha dado certo e que quando se deu por si, estava vendida dentro do relacionamento que ela própria criou. A partir de uma relação de poder - onde ela estava no poder, no comando.
Foi no supermercado e comprou uma mostarda amarela e oleosa quando está acostumado com mustard dijon em grãos.
Bebeu cerveja com o cara quando só gosta de tinto.
Foi a raves quando gosta de música eletrônica, ouvida somente do seu Ipod.
Volto a Cristina para dizer que as mulheres ficaram um tempão para conquistar seu lugar ao sol, serem reconhecidas.
Serem vistas como os machos. Conseguiram graças a elas mesmas.
Com isso, se vetorizaram, estabeleceram metas.
Colocaram a maternidade de lado, o casamento como instituição, a necessidade de ser feminina em sua essência. Tudo de lado. (sic)
E nada disso tem a ver com orientação sexual.
Agora, mais próximas aos homens, elas perceberam o inevitável – que nós homens não as entendemos, que somos como uma pungente flecha.
Que só sabemos que temos que seguir, prover, ser.
Que não elaboramos, que não somos PLURI e sim, UNO.
Mulheres......você estão em maus lençóis.

Ave Cristina

HOJE, o povo argentino conhecerá seu novo presidente. Em realidade, presidenta.
Cristina kirschner, mulher de Nestor, atual presidente, representa uma retomada do poder feminino na escalada máxima ao poder latino.
O poder aqui é o governo da argentina, um país machista (sic), endividado e em dito conflito moral e social.
Sua oponente, a candidata do outro partido - que eu não sei o nome – é também uma mulher, a cara da Paula Saldanha, aquela apresentadora gordinha que figurava na tela da TVE por anos a fio.
O que nos coloca em contradição estética-social. (risos)
Cristina, a candidata com a grande maioria das preferências de voto é morena.
Uma mistura da nossa quase Miss, Nathalia, com um pouco da Bonequixa.
Se nos afastarmos do clichê de que as loiras têm mais poder, não dá para entender por que, Cristina, a luz por trás de um homem apagado, vai ganhar.
Pensando nisso e ouvindo as chamadas da Globosat sobre o assunto, pensei que vivemos em um mundo cada vez mais misógino. (é português, está no dicionário, se quiser eu provo)
Não que o grupo de tv, que aliás, tem um canal dedicado à mulher queira isso. Não sei disso.
As chamadas veiculadas elevavam ao tom de fábula a conquista política de Cristina. Que é “bela, vaidosa e seduziu a todos na escalada do poder”, algo assim.
Corta para o comercial.
E vem, “Assista a entrevista de XPTO (não me lembro o nome) que foi molestada na infância e chegou ao poder do país.....”
Fiquei pensando. Será que precisamos depreciar as mulheres (um pouco e disfarçadamente) para respeitá-las ou quem dirá entendê-las ?

Respondo (acho) no próximo post

Filhos, Alhos e Bugalhos

"Filhos melhor não tê-los, mas se não tê-los como sabê-los"
Tenho pena dos meus pais. Três filhos. Eles tiveram três.
Há pessoas que curtem bichos. Odeio bichos. Quase sempre.
Meus pais, gostam de filhos.Tenho pena deles.
Gosto de passarinho.
Mas, tenho uma compulsão por abrir as gaiolas e soltá-los.
È incontrolável.

Fugi do TIM

Medo do TIM. Medo medo medo.
Cheguei na porta e disse. Mooooooooooo.
Fugi.
Tim, só o Tim Maia.
Aliás, eu vi uma foto do carinha que foi descoberto para revivê-lo na imprensa.
A cara dele ? Mas não é mesmo.
È um misto de Ivone Lara, Aracy de Almeida e Shrek.
Isso não é homenagem, é escárnio.

Vou pedir para você voltar.......

Homenagem

Frase de um domingo de sol, em homenagem a avuela Judith.

Lá em cima daquele morro tem um ONÇA
Não vai lá que ela te AVONÇA

Trottoir

Confesso que eu entendo bem a indústria do sexo.
Sou consumidor.
Mas, definitivamente, eu não entendo a prostituição masculina.
A feminina sim. Acho mais franca.
Vou ter que reler Lucíola para ver se lá tem alguma dica. E volto.
A cada vez que eu saio para dançar me pego com essa pulga atrás da orelha.
O que é isso, minha gente ?
Tem um história da minha infância que é assim:
(No elevador, eu com minha sagrada mãe e o General Ipiabina, vizinho do 401, só os três)
-Mãe....
-Fala meu filho...
-Alguém deu um pum.
-Deixa de bobagem, Vitor. (sorri amarelo)
-Mãe....alguém deu um pum. Não fui eu, não foi você, quem foi ?
-.......

Pano rápido.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O Funk Pensata do Goethe

"The moment you commit, the universe conspires to assist you", é desse cara.

Há bastante tempo estava assistindo a uma entrevista com a Babs.
Ela dizia um monte de asneira com uma classe autoreferencial que só quem é diva pode ousar em fazer.
Babs dizia que sua carreia havia sido centrada na força motriz que ela se preparou para ser.
Em sua força. Nela e somente nela.
Ela teve (tem) o mundo logo aos seus pés. E de patinho feito com rosto pouco convencional e pulmão com força para gritar seu talento, Babs, entrou para história.
Nem mesmo a mais voraz das críticas faria com que Babs desisitisse.
A rejeição, por Babs, não era absorvida. As intempéries da vida não a contaminaram.
Sua uma proeminência no meio da face, sua estranheza, faziam mais e mais com que ela se centrasse em si própria, como um furacão, que suga a atenção de todos.
Babs era única. E só.
Por fim, nesta mesma entrevista Babs vaticina:
"No momento em que você se compromete com algo (uma meta), o mundo conspira a seu favor"
O comprometimento de Babs era com existir.
Na luta para sermos, em busca de validação, fazemos o movimento contrário ao natural.
Ao invés de nos abrirmos para o mundo, nos fechamos dentro de nossas próprias existências.
Nos afastamos das nossas verdades. Não confrontamos nossas mentiras.
Não enxergamos o outro, viciados em nós mesmos.
Porque, ser, é uma dureza. E o mundo pode conspirar a seu favor mas, é esse mesmo mundo que vai de forma sádica te dizer que você está nessa caminhada sozinho.
No fundo, somos todos autistas.

http://www.barbrastreisand.com/

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Humanos, T R E M E I !!

Agora é para valer......como disse o oráculo, o único, Ronald Villardo:

T-R-E-M-E-I

Esse blog veio para ficar, viciei.

A KZA é da Polly

Eu sempre tive muito medo da noite. Mesmo.
Com isso, fugi de acordar cedo mas, me vi refém.
Quando era menor, por uma manobra de ordem totalmente manipuladora do caçula que vos fala, eu fugi de ir para o São Bento.
Colégio em cima de um morro com pré-adolescentes vestidos de azul claro e calça cinza mescla. Meus irmãos foram, odiavam, rezavam e tinham que enfrentrar um bandeijão.
Isso, se pensarmos que minha mãe, que era uma mulher avant, nos roibia tudo que era da Piraquê, Nabisco, Elma Chips e derivados.
Não podíamos comer Skniny, Cheetos, Cebolitos, nem Deditos.
Geléia de Mocotó só fui comer escondido na casa do vizinho 403.
Me perdi. Ah, lembrei.
De forma estranha, o medo da noite me fez ser um notívago.
Ficava até tarde esperando meu pai, que é médico e, se dividia entre horas de trabalho e assistir ao Jornal da Globo e filmes com o filhote hiperativo.
Assim, assisti a muitos filmes e programas - antes de que me fossse permitido.
Meu pai dormia e (às vezes, permissivo) deixava que eu ficasse ali, ao lado dele, até pegar no sono, pois, eu sempre tinha pesadelos. A noite me afligia.
Os anos se passaram e eu enfrento a noite assim. Passando ela na rua ou em claro.
Não que eu não goste de sonhar mas, para espanto do meu sábio pai: "O medo simbólico da noite passou. E você se tornou meio kamikassi. Se está com medo, se arma e vai"
Os prazeres da noite logo foram incorporados. E, com isso, hoje, eu comemoro um deles.
Estar na noite é jogar bola com os bons. A Polly Simões, a dona da bola, como diz o Ronald sentencia. "Todo mundo tem um bafo que aconteceu na KZA".
A Kza é o aquário de se estar no Zero Zero, no olho do furacão, é como estar em casa.
Mas isso eu conto depois.
A loira de voz grave e sorriso farto, pernas longas e humor impar disse que sou um dos pilotis dessa bagunça.
Só rindo. Se soprar, eu caio.

Esperança até a última bolha

Zózimo nos deixou um legado, bem lembrado por meu amigo Idish, Sherman:


"Enquanto houver champagne, há esperança"

Rocco morreu e deixa herdeiros

Revendo o video do primogênito do Rocco e conversando com um amigo inteligente, o G. Cintra, ele me disse: "Saudades do Rocco !". Eis que eu respondo:"Mas o Rocco não morreu".
Ele emenda: "Não mesmo, e deixou herdeiros"
Será ?
O Rocco que falamos não é o da editora de livros e sim o astro pornô italiano, Rocco Siffreddi, conhecido como la macchina. Ele continua lá e acolá com sua SÓLIDA carreira na industria do sexo.
O que ele representa faz repensarmos a idéia de sexualidade nos dias de hoje. Ele é a personificação do macho seivador. Domina mulheres (e alguns travestis) basicamente pelo poder exercido pelo falo. E pelo sexo. Papo cabeça à parte.
O que é ser macho nos dias de hoje ? Tem a ver com a orientação sexual ? Não mais.
Enfim. Está aberta a enquete.
Esse video do Rocco é divertido, e foi proibido na Itália. http://www.youtube.com/watch?v=qdfk6oNnJ6A

TRASH TRASH TRASH - Pattatina é o mesmo que pepéca.......

O primogênito

http://www.youtube.com/watch?v=EuTLUK7iYV4

Versos sinceros para uma musa

Te amo na matéria, te amo na etérea, na venérea, na esféri-ca vida
Que ronda fanstasmagórica e roda quase histórica
Revelando verdades sem nos esconder beldades
De encontros interessantes de cabeças pensantes
De vidas que fervem, de seivas que bebem
Naqueles com padalar mais denso que o ar
Que respiram a todos, Mas sintetizam poucos
Aos poucos, pra poucos
Solidão eminente por ser diferente
Sensação de dor, acalento no amor
Amo, amo, amo
Como ter diferente plano ?

Com vocês, Carly

http://www.youtube.com/watch?v=nLQ5Uh4d3W4

You Are So Vain

Para quem achar que qualquer coisa aqui tenha a menor das relevâncias.......

Tumbalacatumba, uma ODE a Vovó Mafalda

http://www.youtube.com/watch?v=RU5u4kysGV4

Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando relógio bate a uma, todas as caveiras saem da tumba;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as duas, todas as caveiras pintam as unhas;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as três, todas as caveiras imitam chinês;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as quatro, todas as caveiras tiram retrato;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as cinco, todas as caveiras apertam os cintos; Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando relógio bate as seis, todas as caveiras jogam xadrez;

Tumbalacatumba tumba ta (sua vez)
Tumbalacatumba tumba ta (agora é sua vez, agora é vocês)

Quando o relógio bate as sete, todas as caveiras imitam a Gretchen;
Tumbalacatumba tumba tá (uououououo)Tumbalacatumba tumba tá (uououououo)

Quando o relógio bate as oito, todas as caveiras comem biscoito;
Tumbalacatumba tumba tá Tumbalacatumba tumba tá

Quando o relógio bate as nove, todas as caveiras vestem o short;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as dez, todas as caveiras comem pastéis;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as onze, todas as caveiras se escondem;
Tumbalacatumba tumba ta Tumbalacatumba tumba ta

Quando o relógio bate as doze, todas as caveiras voltam pra tumba;Tumbalacatumba tumba ta , tumbalacatumba tumba ta....

Aos amigos, tudo

Uma das razões por que escrevo aqui é simples. As outras, não sei.
Escrevo aqui para meus amigos. Seres tão diferentes e que estão em mil lugares e pessoas.
São essas figuras de que me cerco que me fazem mais leve, me forçam a pensar fora do meu umbigo.
Contei para meia dúzia de três ou quatro de pessoas que estou postando aqui, vamos ver no que dá.
Mas, isso aqui é um blog de opinião. Vou descobrir o que faço com as minhas......

TV para quem quer TV

Eu amo televisão.
E muito antes de virar moda o trash na tv, eu consumia que nem que louco.
Devorava mesmo.
Lembro que quando assinamos a Net na casa dos meus pais, eu corria da faculdade para assistir Dinastia na FOX.
A versão original mesmo sendo bem mais novo que isso.
Amava aquela coisa anos 80 na TV, as brigas entre a Joan Collins, a Mrs Carrington The First e a segunda Mrs Carrington, chamada Crystal.
Outro dia, tive a maravilhosa notícia via Manhatan Conection do GNT que a série chamada CANE começaria a ser exibida aqui.
CANA, no bom português, conta a saga de familias rivais em Miami, e de suas fortunas feitas no comércio de cana-de-açucar e etanol. Uma delícia.
Sou fã do leilão de jóias na TV, o mercado persa e, é incrível a frase de venda "Você vai ficar linda você vai ficar poderosa......Na parcela".
Para quem viu o filme Requiem For A Dream em um cinema escuro e fedido - era o antigo Laura Alvim - sabe do que estou falando.
O filme revela nuances da drogadicção em tintas bem duras.
Fala do usuário comum, da degradação, mas também fala daquela senhorinha fofa que fica em casa o dia inteiro vendo tv, que seduzida por uma propaganda na tv resolve perder uns quilinhos e recorre a remédios, bolas.
Fica doida.
Estou falando sobre isso para dizer que acho que a TV é hoje o reflexo mais feio de seu povo.
Eu amo televisão. Tenho tesão em um circo de horrores.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Se fingindo de moderno ou saudade do meu pogo-ball

Só rindo.
Fiz tratado com a modernidade, mas, há coisas que eu não me convenço.
Tipo, celular com mil funções e touch screen, ipod, camera digital, essas coisas de japonês.
Entendo a tecnologia, me interessei por computador e internet bem no começo. Antes mesmo dos meus irmão.
E deve ser por isso que eu ainda tenho o meu primeiro email, da DOMAIN. Além de ter UOL, BOL, TERRA, GMAIL mais recentecemente, como forma de ter acesso a tudo que é informação na web.
Eu demoro a digerir algumas coisas, e talvez, por isso não tenha camera da SONY, nem MP4.
Minha geração é a da rapidez de informação, o real time, mas ainda não tínhamos sido treinados para absorver tudo isso.
Em uma análise rasa, rasa, eu diria que minha turma virou um fenômeno do seu próprio meio. A necessidade de saber de tudo um pouco tornou as pessoas mais rasas em contraponto com o maior acesso de informações que se tem. Somente os hiperativos conseguem saber de tudo, sempre. Ou a meninada de 15-20, que deve ter tido o DNA modificado desde os espermas de seus pais estressados e dos úteros da mulheres em busca de vetor.
Para não me perder como uma pop-up de site que vai abrindo abrindo, o que eu queria registrar é que meu casamento com a internet veio de uma relação de tutela, de concentração. Sentado por horas a frente do micro, diariamente, eu consigo um pouco mais de foco na minha vida.
Para um cara que pensa em mil coisas ao mesmo tempo, em mil fatos recentes e outros passados e fantasmagóricos, é um alento.
Lembrei outro dia do meu primeiro dia na alfebetização. No CA, eu lembro do barulho que o chão de tabuas corridas do Instituto Santo André fazia. E o quanto eu amava aprender coisas sobre o barulho torrencial de algumas chuvas. Como as do dia de hoje.
Eu amo a chuva. Odeio o guarda-chuva. Odeio os guarda-chuvas. Os manda-chuvas.

O primeiro post a gente nunca esquece

Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2007 - 23:40h

Muitas pessoas são ligadas em datas. Eu achava que não.
Muitas pessoas costumam decorar aniversários, celebrações, números toscos de outras pessoas, a identidade do seu ex-, o número do primeiro vôo que fez com seu grande amor.
Sempre me pareceu irreal. Não sou dos números. Sou das palavras.
Assim, desenvolvi uma habilidade inutil de decorar textos, frases, ditos e provérbios.
Que acumulam minha cuca, me fazem rir de mim, dos outros. Confere um pouco de leveza.
Não dá para se levar a sério.
Frasista. Isso é coisa que vem minha avó materna, uma pessoa peculiar que eu só descobri há pouco na fragilidade.
Mas, isso é outra história, um capítulo à parte.
Para marcar o início dessas abobrinhas que vou escrevendo aqui, assim sem data certa ou horário, numerário ou frequência.
Vou recorrer uma frase que é corrente na minha vida na forma como eu conheço hoje, mas, se alguém lembrar, escreve também na minha lápide no dia que o mundo se encher de toda essa minha verve autoreferencial, e quem sabe, persnóstica:

"O indivíduo que esboçar um esgar de inteligência há de ser, sempre, um solitário e um escorraçado. Um idiota está sempre acompanhado de outros idiotas. Mas nenhum ser é menos associativo do que o inteligente"

Porque só você, Sr Nelson Rodrigues, que me entende........